Imigração | Três Mil Migrantes Morreram Ou Desapareceram Ao Tentar Chegar à Europa, ONU

Imigração | Três Mil Migrantes Morreram Ou Desapareceram Ao Tentar Chegar à Europa

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Mais de três mil migrantes morreram ou desapareceram ao tentar chegar à Europa através das rotas do Mediterrâneo e do Atlântico durante o ano de 2021, revelou esta sexta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU).


Nova Iorque, EUA | Segundo os dados revelados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), do total de três mil migrantes, 1.924 foram dados como mortos ou desaparecidos nas rotas do Mediterrâneo Central e Ocidental e 1.153 na rota marítima no Noroeste de África para as Ilhas Canárias.

O ACNUR, que “apela a um apoio urgente para prevenir mortes e proteger os refugiados e requerentes de asilo que estão a embarcar em viagens perigosas por terra e mar”, frisa que em 2021 o número de vítimas duplicou em relação a 2020, quando foram dadas como mortas ou desaparecidas 1.544 pessoas. Em 2022, o número vai já em 478.

O aumento de vítimas está relacionado com a pandemia de Covid-19 e os encerramentos de fronteiras em 2021, o que levou “muitos refugiados e migrantes desesperados” a recorrer “a contrabandistas para facilitar estas viagens perigosas”.

“A maior parte das travessias marítimas tiveram lugar em barcos insufláveis não navegáveis – muitos dos quais viraram ou esvaziaram, levando à perda de vidas”, refere a nota.

“A viagem marítima dos Estados costeiros da África Ocidental, como o Senegal e a Mauritânia, até às Ilhas Canárias é longa e perigosa e pode demorar até 10 dias. Muitos barcos desviaram-se da rota ou desapareceram sem deixar rasto nestas águas”.

Contudo, também há perigo nas rotas terrestres, “onde números ainda maiores podem ter morrido” em viagens realizadas através do deserto do Saara e de zonas fronteiriças remotas, em centros de detenção, ou enquanto no cativeiro de contrabandistas ou traficantes.

A ONU revela que nestas rotas há “relatos” de “execuções extrajudiciais, detenções ilegais e arbitrárias, violência sexual e de género, trabalho forçado, escravatura, casamento forçado e outras violações dos direitos humanos”.


No comunicado, a agência da ONU adverte ainda que “a instabilidade política e os conflitos contínuos, a deterioração das condições socioeconómicas, bem como o impacto das alterações climáticas, podem aumentar as deslocações e os movimentos perigosos no futuro”.

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