Africa Do Sul | PR Diz Que Cheias São “Catástrofe De Enormes Proporções”

Africa Do Sul | PR Diz Que Cheias São “Catástrofe De Enormes Proporções”

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As inundações devastadoras que assolam a África do Sul já causaram 259 mortes e constituem uma “catástrofe de proporções enormes”, segundo o Presidente Cyril Ramaphosa, que visitou hoje, 13, Durban, epicentro da intempérie.

Joanesburgo, Africa Do Sul | Inundações provocadas por chuvas torrenciais que se agravaram desde a passada sexta-feira causaram a destruição generalizada no sudeste do país e provocaram a morte a 259 pessoas, segundo o último relatório das autoridades da província de Kwazulu-Natal, ouvidas pela agência France-Presse.

As cheias são as piores na história do país, registando-se níveis de precipitação nunca vistos nos últimos 60 anos e uma pressão crescente sobre as morgues, sobrecarregadas de cadáveres.

O Presidente sul-africano deslocou-se ao local e declarou:

“As pontes ruíram. As estradas desabaram, as pessoas morreram. O nosso povo está ferido. É uma catástrofe de proporções enormes”.

Dezenas de pessoas estão desaparecidas, no que os socorristas declaram ser um “pesadelo”, e as autoridades locais já requisitaram a proclamação do estado de catástrofe natural.

Durante a sua visita, Cyril Ramaphosa visitou famílias enlutadas, tendo prometido ajuda governamental a um pai que perdeu os seus quatro filhos, enterrados no desabamento de uma parte da sua casa, no subúrbio pobre de Clermont.

Em certos locais em torno de Durban (actual eThekwini), deslizamentos de terra deixaram brechas gigantes no terreno, devido às torrentes de água, refere a agência francesa.

“Em 48 horas, caíram mais de 450 milímetros de precipitação em certas zonas”, declarou Dipuo Tawana, um dos muitos meteorologistas que já compararam estes níveis aos “normalmente associados aos ciclones”.

A precipitação havia escasseado e os meteorologistas prevêem agora que as chuvas diminuam lentamente à noite, aliviando a pressão sobre a região, que, a par da província vizinha do Cabo Oriental, já havia sofrido inundações em 2019, saldando-se em 70 mortes e várias aldeias costeiras devastadas por deslizamentos de terras.

O exército foi mobilizado para fornecer apoio aéreo durante as evacuações, pois há vários dias que as estradas principais estão submersas num lamaçal acastanhado, sobre o qual flutuam os sinais de trânsito e os semáforos.

As fortes chuvas também levaram a cortes de energia e interromperam o abastecimento de água, tendo as ligações ferroviárias sido suspensas e os moradores aconselhados a evitar deslocamentos.

Montes de galhos, garrafas e detritos foram empurrados para praias de Durban, habitualmente povoadas de turistas.

Milhares de casas foram destruídas e mais de 500 estabelecimentos de ensino foram encerrados devido ao mau tempo, que já danificou 140 escolas, segundo as autoridades.

Algumas voltaram a abrir, mas as salas de aula permaneceram vazias, como na escola primária do bairro de Inanda, onde apenas dois dos 48 alunos apareceram.

Além disso, cerca de 500 torres de telecomunicações na região costeira foram afectadas, anunciou a operadora sul-africana MTN.

A actividade portuária foi suspensa e vários contentores foram levados pelas águas torrenciais, registando-se alguns episódios de roubo.

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